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Agora você pode tirar suas dúvidas sobre a economia em seu cotidiano.Temas que a imprensa não explica, interpretados passo a passo por Reinaldo Cafeo, nosso Guru Econômico, neste novo serviço do ECONOMI@ Online.

Guru Econômico


TEMA: ORÇAMENTO FAMILIAR



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01. Como é definida a renda do país ?

O produto interno bruto é tudo que se produz no país. O resultado dessa produção é traduzido em valores monetários (dinheiro). Esse dinheiro é distribuído entre as pessoas. O detentor do capital recebe juros; o detentor das propriedades recebe aluguéis; o detentor da tecnologia recebe royalties; o detentor da capacidade empresarial recebe lucros e o detentor do trabalho recebe salários. [voltar ao topo]

02. Como essa renda é distribuída entre as pessoas?


Veja que, se o bolo é um só, se alguém fica com mais, outros ficam com menos. O assalariado, que é a maioria, fica com a menor parte do bolo. Portanto, é o elo mais fraco dessa corrente. No Brasil, pela forte concentração de renda, os 10% mais ricos ficam com cerca de 90% da renda nacional. [voltar ao topo]

03. De quanto estamos falando?


O PIB brasileiro é estimado em R$ 1 trilhão. [voltar ao topo]

04. Como é definido o salário?


Temos uma legislação que define o salário mínimo, e os acordos coletivos definem os pisos das categorias. Também nos acordos coletivos são definidas as formas de reajustes, benefícios, etc. [voltar ao topo]

05. Mas como aumentar o salário ?

Capacitação, promoção dentro da empresa, política da empresa, versatilidade, responsabilidade do cargo, enfim, o seu desempenho e a política salarial da empresa permitirão crescimento interno e natural melhoria na remuneração. [voltar ao topo]

06. Como é gasto o salário ?


As pessoas têm necessidades ilimitadas e os produtos (também a renda) são escassos. É preciso escolher em que gastar.

Primeiramente, atendem-se as necessidades fisiológicas (comer, vestir, dormir, etc.). Depois, tendo renda, busca-se segurança, viver em um grupo social, investir em auto-estima, entre outros. Veja que será sempre uma decisão importante: escolher entre as várias alternativas de produtos e serviços disponíveis. Aumentando a renda, ultrapassa-se a linha da sobrevivência, começa a ser necessário muito controle. [voltar ao topo]

07. Quais são os itens que "comem" os salários ?


A inflação, mesmo sob controle, retira boa parte do poder aquisitivo do salário. Os encargos sociais (previdência), o imposto de renda na fonte, a falta de emprego (recessão) são algumas das causas da redução do salário. Devemos lembrar ainda que os impostos embutidos no consumo (ICMS, IPI, PIS/COFINS, etc.) acabam onerando o preço dos produtos, fazendo com que paguemos um preço muito caro nos mesmos. [voltar ao topo]

08. O que mais "come" o salário ?


Pagamos muitos impostos e não temos a contraprestação em termos de serviços por parte do Estado. Somos obrigados a contratar particularmente: planos de saúde, escola particular, previdência privada. Também devemos considerar o alto custo dos remédios, moradia, etc. [voltar ao topo]

09. O que leva as pessoas a exagerar nos gastos ?


A mídia promove muito os produtos e as pessoas se deixam levar (agregam tecnologia, tipo celular, TV a cabo e gastamos mais). Também o "status" é perigoso (é comum querermos imitar os outros). Muitos consomem por fuga (problemas psicológicos), outros por compensação. Outros ainda querem oferecer aos filhos tudo que não tiveram na infância. Nesses casos, sem disciplina, não há renda que suporte. [voltar ao topo]

10. Quando o gasto é exagerado, o que as pessoas normalmente fazem?


Começam a se endividar. Estouram o limite do cheque especial e do cartão de crédito, por exemplo. Os juros estão muito salgados. Variam entre 8% e 12%. Não há renda que agüente, afinal os salários não estão tendo reajuste. [voltar ao topo]

11. E os crediários e cheques pré-datados?


Essas são outras armadilhas. As pessoas normalmente olham somente o valor da prestação, se esquecendo dos juros ali colocados. Chegam a pagar de 1,5 a 2 vezes o valor do bem. Também a facilidade de pagar com cheque pré-datado acaba levando o consumidor ao descontrole. Sem disciplina, o endividamento é irreversível. [voltar ao topo]

12. Quando a pessoa perdeu o controle e está gastando mais que recebe de renda, o que fazer?


Precisa ver se há como aumentar a renda. Cursos de aperfeiçoamento, de idiomas, entre outros. Também, tendo condições, pode ter outra jornada de trabalho. [voltar ao topo]

13. E do lado das despesas ?


Planejar e controlar. Essas são as palavras chaves. Monte um fluxo de caixa. Coloque em uma coluna as receitas (renda) e na outra as despesas. Faça um pequeno plano de contas (aluguel, empregada doméstica, combustível, TV a Cabo, mensalidade escolar, IPVA, IPTU, energia, água, etc.). Estabeleça metas de redução. Veja o peso de cada uma das despesas e ataque as mais significativas. [voltar ao topo]

14. O que mais posso fazer ?


Elimine o supérfluo, corte o status, devolva o cartão de crédito (ou só use o tempo sem financiamento). Evite cheque pré-datado e crediário (guarde dinheiro e compre à vista). [voltar ao topo]

15. E a família ?


Abra o jogo com todos. Democratize o orçamento familiar. Crie cumplicidade com a esposa/marido e filhos. A tendência é que todos ajudem a economizar e se isso acontecer rapidamente, os problemas financeiros serão resolvidos. [voltar ao topo]

16. O que faço com o cheque especial?


Transforme em crédito ao consumidor. Parcele em 12 ou 18 vezes o limite e você pagará por mês menos do que paga de juros. Depois desse período, estará livre da dívida. Se não tiver recursos, contrate um bom advogado e tente uma renegociação. [voltar ao topo]

17. Devo vender algum bem ?


Se for necessário, sim. É melhor eliminar a dívida que cresce com juros de 10% ao mês do que ficar com bens que não se valorizam. Depois você os compra novamente. [voltar ao topo]

18. Qual a dica final ?


Planeje seus gastos. Aperfeiçoe-se para aumentar a renda. Se tem dívida, renegocie dentro de suas possibilidades.
Democratize o orçamento familiar e crie controles e metas. Lembre-se: o que vale não é o status e sim a qualidade de vida.
[voltar ao topo]

 

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Reinaldo Cafeo

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