TEMA: ORÇAMENTO FAMILIAR
01. Como é definida a renda do país ?
O produto interno bruto é tudo que se produz no país. O resultado dessa
produção é traduzido em valores monetários (dinheiro). Esse dinheiro
é distribuído entre as pessoas. O detentor do capital recebe juros;
o detentor das propriedades recebe aluguéis; o detentor da tecnologia
recebe royalties; o detentor da capacidade empresarial recebe lucros
e o detentor do trabalho recebe salários. [voltar
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02. Como essa renda é distribuída entre as pessoas?
Veja que, se o bolo é um só, se alguém fica com mais, outros ficam com
menos. O assalariado, que é a maioria, fica com a menor parte do bolo.
Portanto, é o elo mais fraco dessa corrente. No Brasil, pela forte concentração
de renda, os 10% mais ricos ficam com cerca de 90% da renda nacional.
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03. De quanto estamos falando?
O PIB brasileiro é estimado em R$ 1 trilhão. [voltar
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04. Como é definido o salário?
Temos uma legislação que define o salário mínimo, e os acordos coletivos
definem os pisos das categorias. Também nos acordos coletivos são definidas
as formas de reajustes, benefícios, etc. [voltar
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05. Mas como aumentar o salário ?
Capacitação, promoção
dentro da empresa, política da empresa, versatilidade, responsabilidade
do cargo, enfim, o seu desempenho e a política salarial da empresa permitirão
crescimento interno e natural melhoria na remuneração. [voltar
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06. Como é gasto o salário ?
As pessoas têm necessidades ilimitadas e os produtos (também a renda)
são escassos. É preciso escolher em que gastar.
Primeiramente, atendem-se as necessidades fisiológicas (comer, vestir,
dormir, etc.). Depois, tendo renda, busca-se segurança, viver em um
grupo social, investir em auto-estima, entre outros. Veja que será sempre
uma decisão importante: escolher entre as várias alternativas de produtos
e serviços disponíveis. Aumentando a renda, ultrapassa-se a linha da
sobrevivência, começa a ser necessário muito controle. [voltar
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07. Quais são os itens que "comem" os salários ?
A inflação, mesmo sob controle, retira boa parte do poder aquisitivo
do salário. Os encargos sociais (previdência), o imposto de renda na
fonte, a falta de emprego (recessão) são algumas das causas da redução
do salário. Devemos lembrar ainda que os impostos embutidos no consumo
(ICMS, IPI, PIS/COFINS, etc.) acabam onerando o preço dos produtos,
fazendo com que paguemos um preço muito caro nos mesmos. [voltar
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08. O que mais "come" o salário ?
Pagamos muitos impostos e não temos a contraprestação em termos de serviços
por parte do Estado. Somos obrigados a contratar particularmente: planos
de saúde, escola particular, previdência privada. Também devemos considerar
o alto custo dos remédios, moradia, etc. [voltar
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09. O que leva as pessoas a exagerar nos gastos ?
A mídia promove muito os produtos e as pessoas se deixam levar (agregam
tecnologia, tipo celular, TV a cabo e gastamos mais). Também o "status"
é perigoso (é comum querermos imitar os outros). Muitos consomem por
fuga (problemas psicológicos), outros por compensação. Outros ainda
querem oferecer aos filhos tudo que não tiveram na infância. Nesses
casos, sem disciplina, não há renda que suporte. [voltar
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10. Quando o gasto é exagerado, o que as pessoas normalmente
fazem?
Começam a se endividar. Estouram o limite do cheque especial e do cartão
de crédito, por exemplo. Os juros estão muito salgados. Variam entre
8% e 12%. Não há renda que agüente, afinal os salários não estão tendo
reajuste. [voltar ao topo]
11. E os crediários e cheques pré-datados?
Essas são outras armadilhas. As pessoas normalmente olham somente o
valor da prestação, se esquecendo dos juros ali colocados. Chegam a
pagar de 1,5 a 2 vezes o valor do bem. Também a facilidade de pagar
com cheque pré-datado acaba levando o consumidor ao descontrole. Sem
disciplina, o endividamento é irreversível. [voltar
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12. Quando a pessoa perdeu o controle e está gastando
mais que recebe de renda, o que fazer?
Precisa ver se há como aumentar a renda. Cursos de aperfeiçoamento,
de idiomas, entre outros. Também, tendo condições, pode ter outra jornada
de trabalho. [voltar ao topo]
13. E do lado das despesas ?
Planejar e controlar. Essas são as palavras chaves. Monte um fluxo de
caixa. Coloque em uma coluna as receitas (renda) e na outra as despesas.
Faça um pequeno plano de contas (aluguel, empregada doméstica, combustível,
TV a Cabo, mensalidade escolar, IPVA, IPTU, energia, água, etc.). Estabeleça
metas de redução. Veja o peso de cada uma das despesas e ataque as mais
significativas. [voltar ao topo]
14. O que mais posso fazer ?
Elimine o supérfluo, corte o status, devolva o cartão de crédito (ou
só use o tempo sem financiamento). Evite cheque pré-datado e crediário
(guarde dinheiro e compre à vista). [voltar
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15. E a família ?
Abra o jogo com todos. Democratize o orçamento familiar. Crie cumplicidade
com a esposa/marido e filhos. A tendência é que todos ajudem a economizar
e se isso acontecer rapidamente, os problemas financeiros serão resolvidos.
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16. O que faço com o cheque especial?
Transforme em crédito ao consumidor. Parcele em 12 ou 18 vezes o limite
e você pagará por mês menos do que paga de juros. Depois desse período,
estará livre da dívida. Se não tiver recursos, contrate um bom advogado
e tente uma renegociação. [voltar ao
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17. Devo vender algum bem ?
Se for necessário, sim. É melhor eliminar a dívida que cresce com juros
de 10% ao mês do que ficar com bens que não se valorizam. Depois você
os compra novamente. [voltar ao topo]
18. Qual a dica final ?
Planeje seus gastos. Aperfeiçoe-se para aumentar a renda. Se tem dívida,
renegocie dentro de suas possibilidades.
Democratize o orçamento familiar e crie controles e metas. Lembre-se:
o que vale não é o status e sim a qualidade de vida. [voltar
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