Tire sua DÚVIDA
selecione o assunto abaixo
 
 
ClickCerto
[ como anunciar ]
 [ Assinaturas de Artigos ]
 [ Tribuna Livre ]
[ Notícias ]
 | Perguntas mais frequentes |
 | Forum |
 | A Atuação do economista |
 Bolsa e Ações
 Livros
 Rádio ECONOMI@

 Em destaque
 Expediente







Untitled Document

Agora você pode tirar suas dúvidas sobre a economia em seu cotidiano.Temas que a imprensa não explica, interpretados passo a passo por Reinaldo Cafeo, nosso Guru Econômico, neste novo serviço do ECONOMI@ Online.

Guru Econômico


Tema: FUNDOS DE INVESTIMENTO


Outros temas:  

TÍTULOS PÚBLICOS
FUNDOS DE INVESTIMENTO
HISTÓRICO DA MOEDA BRASILEIRA
CDB
TAXA DE JUROS

DÍVIDA EXTERNA

AVALIANDO 2000 E PROJETANDO 2001

CÂMBIO

CADERNETA DE POUPANÇA
CORREÇÃO DO FGTS
ORÇAMENTO FAMILIAR
INFLAÇÃO

Participe do Guru Econômico.
Clique aqui para sugerir um tema para análise.

01. O QUE É UM FUNDO DE INVESTIMENTO?

É uma forma de investimento que reune vários aplicadores, formando uma espécie de condomínio, no qual as receitas e as despesas são divididas. O patrimônio é gerido por especialistas - os administradores - e aplicado em títulos diversos ou em outros fundos, buscando maximizar os retornos e diminuir os riscos dos investimentos. O dinheiro depositado nos fundos é convertido em cotas. Os cotistas - pessoas que integram o fundo - são proprietários de partes da carteira, proporcionais ao capital investido. A cota é atualizada diariamente e o cálculo do saldo é feito multiplicando o número de cotas adquiridas pelo valor da cota daquele dia. O dinheiro aplicado nos fundos é utilizado para a compra de títulos diversos como por exemplo ações, títulos públicos, CDBs, etc. conforme a política de cada fundo. [voltar ao topo]

02. POR QUE INVESTIR EM FUNDOS?

Uma das principais razões de se investir em fundos é a comodidade para o investidor, que prefere deixar sob os cuidados de especialistas a gestão de seus recursos. As equipes de gestores acompanham e analisam o mercado diariamente em busca de boas oportunidades de investimento, o que muitas vezes o investidor não tem tempo nem condições de fazer. Em virtude do volume de dinheiro que capta, o fundo consegue taxas mais vantajosas em várias operações do que um pequeno e médio investidor individualmente conseguiria. Os fundos são investimentos com alta liquidez, o que permite na grande maioria dos casos saques a qualquer momento sem qualquer tipo de carência.[voltar ao topo]

03.
OS FATORES QUE DETERMINAM A RENTABILIDADE ?

A rentabilidade de cada fundo é determinada pela estratégia de investimento adotada pelo administrador que deve respeitar as características definidas no seu estatuto. Existem fundos conservadores e fundos mais agressivos com graus de risco definidos de acordo com seu objetivo. Se um fundo conseguir rentabilidade de 3% em um mês, todos os cotistas terão a mesma valorização, independentemente do valor aplicado. As taxas e impostos têm grande importância na rentabilidade do fundo, portanto, vale a pena ficar atento às taxas cobradas, que variam de acordo com o fundo e com a instituição.[voltar ao topo]

04. QUEM ADMINISTRA OS FUNDOS?

Os administradores de fundos são as instituições financeiras responsáveis legais perante os órgãos normativos e reguladores (Comissão de Valores Mobiliários - CVM e Banco Central) além de determinar a política e o regulamento de cada fundo. Existe também a figura do gestor de fundos que é responsável pela escolha dos papéis, avaliação dos cenários e montagem das carteiras. No Brasil, existem administradores que realizam a gestão de seus fundos e que também terceirizam esta gestão para asset managers independentes. Profissionais especializados acompanham o mercado e procuram definir os melhores momentos de compra e venda e quais ativos comporão a carteira do fundo. Cada fundo de investimento constitui-se como uma pessoa jurídica própria, não se confundindo com a instituição gestora. O que significa que o dinheiro aplicado num fundo está resguardado de qualquer eventual problema financeiro que a administradora ou a gestora venha a ter. [voltar ao topo]

05. AS TAXAS COBRADAS?

Taxa de administração. A taxa de administração é a porcentagem cobrada sobre o valor total da aplicação de cada cotista do fundo independentemente do resultado do mesmo. Será recolhida diariamente uma parcela pelo administrador, que varia de fundo para fundo. É a remuneração da instituição administradora pelo serviço de gestão e custódia dos recursos. O regulamento do fundo deve prever quanto será o percentual cobrado relativo à taxa de administração. Taxa de Performance Muitos fundos cobram uma taxa extra, além da taxa de administração, sobre o que exceder o seu benchmark (seu parâmetro de comparação). O benchmark muda de acordo com o tipo de fundo. Os Fundos de renda fixa normalmente adotam o CDI ou o IGP-M como comparativo, os fundos cambiais usam como benchmark o dólar e os fundos de renda
variável costumam adotar o IBOVESPA. Sobre a rentabilidade obtida acima destes índices, é aplicada uma taxa de performance, que pode variar de um fundo para outro. Por exemplo: Um fundo de renda fixa que possui como meta o CDI, cobra uma taxa de 20% sobre a rentabilidade que exceder o rendimento do CDI. Portanto, se o fundo render 30% no ano, e o CDI render 20%, sobre a diferença, no caso 10% será cobrada a taxa de performance. O que no caso, será 2% fazendo com que o rendimento do fundo de 30% passe para 28% no ano, descontada a taxa de performance.
[voltar ao topo]

06. APLICAÇÕES E RESGATES

Cada fundo define o valor mínimo para a aplicação inicial e para os movimentos adicionais. Os valores exigidos pelas administradoras de recursos de terceiros variam conforme sua política de investimento, composição da carteira e público-alvo. Há fundos bem populares, que aceitam aplicações iniciais a partir de R$ 100,00. Os prazos para movimentação dos fundos devem ser divulgados, uma vez que diferem de acordo com o fundo e com a instituição. Para aplicação, o padrão é considerar as cotas de D+0 ou D+1. Se for solicitada uma aplicação até o horário permitido do dia que varia das 9.00 às 16.00 horas, a cota que valerá será a daquele dia (D+0) ou a do dia útil seguinte (D+1). É importante notar que a data do pedido de resgate (que costuma ser D+1) não necessariamente é igual à data em que o dinheiro estará disponível na conta corrente (que pode ser D+0, D+1 ou D+3).[voltar ao topo]

07. ÓRGÃOS REGULADORES ?

O órgão regulador a que o fundo vai se submeter varia conforme a composição e política de investimento da carteira. O Conselho Monetário Nacional (CMN), entidade superior do sistema financeiro, autoriza a criação e o funcionamento dos fundos e delega à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) ou ao Banco Central (Bacen) a responsabilidade pelo controle e acompanhamento da gestão. O Banco Central (Bacen) é o órgão executivo do sistema financeiro. A entidade é responsável pela regulação e fiscalização dos fundos de investimento de renda fixa. A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) é o órgão normativo do sistema financeiro voltado basicamente para a fiscalização do mercado de ações e de debêntures. A CVM está para os fundos de renda variável assim como o Bacen está para os de renda fixa. As carteiras reguladas e fiscalizadas pela CVM devem ter, no mínimo, 51% dos recursos aplicados em ações de companhias abertas registradas na própria entidade. Além disso, podem ser constituídas sob a forma de condomínio aberto ou fechado, com prazo de duração determinado ou indeterminado. [voltar ao topo]

08. AS CATEGORIAS DOS FUNDOS?

Os fundos de investimento podem ser classificados em duas grandes categorias: renda fixa e renda variável. Renda Fixa Os fundos de renda fixa devem aplicar no mínimo 51% de seu patrimônio em títulos de renda fixa que pagam juros pré ou pós-fixados. Estes fundos dividem-se em: os FIFs e os FACs. Os FIFs - Fundos de Investimento Financeiro-investem seu patrimônio diretamente em títulos diversos do mercado, como títulos públicos federais, CDBs e debêntures, entre outros. Todo o patrimônio líquido dos FIFs pode ser alocado em títulos públicos federais. De acordo com o Bacen, o investimento em ações e cotas de fundos de ações não pode ultrapassar 49% do patrimônio líquido (PL). O percentual da carteira em títulos emitidos por uma mesma pessoa jurídica, sociedades por ela controladas ou coligadas deve ser igual ou menor a 10% do patrimônio. Aplicações em papéis de uma única instituição financeira ou coligada não podem representar mais do que 20% dos recursos. Já os FACs - Fundos de Aplicação em Cotas - aplicam seu patrimônio em cotas de diferentes tipos de FIFs, em proporções variáveis. Os FACs, portanto, são fundos de fundos, o que significa que em vez de aplicar diretamente em ativos, preferem aplicar em cotas de fundos diversos inclusive de outras instituições. Os títulos de renda fixa mais comuns que compôem as carteiras dos fundos são o Certificado de Depósito Bancário (CDB) e os títulos públicos, como LTN e NBC, entre outros. Os títulos com juros prefixados têm definido no momento do investimento o percentual que será pago. Por exemplo: No caso de um CDB de 60 dias prefixado, o investidor saberá no momento da aplicação, que será pago 3% de juros nesse período. Os títulos com juros pós-fixados têm sua valorização atrelada a um indicador como, por exemplo, o DI (depósito interbancário). Isso significa que o investidor não sabe, no momento da aplicação, quanto serão os juros pagos ao final do período, pois eles irão depender da performance do indicador. [voltar ao topo]

09. OS GRUPOS DE FUNDOS DE RENDA FIXA ?


Existem diversos tipos de fundos de renda fixa uns mais conservadores com baixo nível de risco e outros mais arrojados. Os fundos de renda fixa mais arrojados mesclam em sua composição ativos de renda fixa e de renda variável ou operações com derivativos (mercado futuro). A Associação Nacional dos Bancos de Investimento (ANBID) desenvolveu uma classificação para os fundos procurando identificar mais claramente as diferentes famílias de acordo o perfil de risco, potencial de retorno e metas do investimento. A idéia é separar os fundos principalmente de acordo com seu grau de risco e obrigar as instituições administradoras a seguir mais de perto o objetivo de cada fundo, buscando evitar que o investidor compre \"gato por lebre\". A classificação adotada pela ANBID dividiu os fundos de renda fixa em 3 grandes grupos: referenciados, não referenciados e genéricos. 1. Fundos Referenciados Fundos referenciados são aqueles que adotam uma administração passiva, ou seja, o fundo busca replicar a performance de determinado indicador. Os fundos referenciados devem ser compostos por no mínimo 95% de ativos de renda fixa que acompanham o desempenho de um único indicador escolhido pelo administrador, como o CDI ou o dólar. Pelo menos 80% da sua carteira deve ser aplicada em títulos públicos federais ou ainda títulos de empresas privadas, que apresentem baixo risco de crédito. Estes fundos não podem possuir uma posição que comprometa seu patrimônio em operações futuras, evitando possibilidades de perdas. Fazem parte deste grupo: Fundos DI Estão totalmente atrelados à variação do Certificado de Depósito Interbancário (CDI) no prazo de um dia. A indexação é feita por meio de derivativos financeiros, como swap de taxas. São fundos que acompanham a taxa de juros, sendo indicados para cenários cuja expectativa é de alta da taxa de juros. Fundos Cambiais Buscam proteger a moeda nacional contra eventuais desvalorizações. Aplicam em títulos de renda fixa corrigidos pelo dólar, como NTN- C (Notas do Tesouro Nacional Cambiais) e export notes. Instrumentos de derivativos como swap de dólar também são permitidos. Além de acompanhar a variação do dólar, o capital é rentabilizado com uma taxa de juros. É indicado para quem possui dívidas em dólar ou quem acredita na desvalorização da nossa moeda. 2. Fundos Não Referenciados. São fundos considerados conservadores e/ou moderados, e que não precisam seguir nenhum referencial ou indicador. Neste tipo de fundo é possível diversificar a carteira em títulos prefixados e pós-fixados com diferentes indexadores. Estes fundos deverão ser compostos com no mínimo 80% de títulos públicos federais, ou títulos de empresas privadas que apresentem baixo risco. Fazem parte desta categoria: » Fundos de Renda Fixa Tradicionais Aplicam em ativos de renda fixa prefixados e pós-fixados. Tais carteiras não possuem uma estratégia de investimento claramente definida, o que dificulta mensurar os riscos envolvidos na aplicação. A rentabilidade varia de acordo com os humores do mercado e a estratégia usada pelo administrador. 3. Fundos Genéricos São fundos que podem apresentar risco moderado ou agressivo, uma vez que possuem total liberdade na composição da carteira, podendo aplicar até 49% de seu patrimônio em ações além de aceitar operações de derivativos. Em virtude do risco existente nestes fundos, informações como a política de investimentos, taxas, classificação, etc, devem ser destacadas para que o investidor entenda exatamente em que tipo de fundo está aplicando. Fazem parte desta categoria: Fundos Derivativos Aplicam em ativos de renda fixa pré ou pós-fixados e assume posições em derivativos, incrementando a rentabilidade por meio de contratos no mercado de futuros, opções e operações no mercado a termo. Em função das estratégias arrojadas, os valores das cotas podem sofrer fortes impactos, acarretando, inclusive, perda do patrimônio. Os fundos derivativos recebem a classificação "FIFs Livres". Fundos Multiportfólio São aqueles que tem sua carteira diversificada entre títulos e operações de renda fixa e aplicações em renda variável, podendo atuar também no mercado de derivativos. Fundo de Investimento no Exterior - Fiex. Foi criado como alternativa de investimento em moeda estrangeira. Deve investir no mínimo 80% da carteira em títulos da dívida externa brasileira, também conhecidos como bradies e até 20% em qualquer título de crédito negociado no mercado internacional, com o limite de concentração máximo de 10% em títulos de um mesmo emitente. Os títulos são mantidos em custódia no exterior em nome do fundo e pode alternativamente, ter no máximo, 10% do seu patrimônio, isolada ou cumulativamente, em conta de depósito no exterior ou no país, em nome do fundo e aindarealizar operações em mercado organizados de derivativos no exterior, exclusivamente para fins de hedge. É um fundo aberto formado por cotas sem carência para resgate, caracterizado como de renda fixa, embora com volatilidade de renda variável. [voltar ao topo]

10.OS GRUPOS DE FUNDOS DE RENDA VARIÁVEL ?

Os fundos de renda variável devem ter no mínimo 51% de sua carteira aplicada em títulos de renda variável como ações, além de também poderem operar no mercado futuro. Estes fundos portanto, estão sujeitos a fortes oscilações em sua rentabilidade, possuem alto risco, possibilidade de altos retornos e também de eventuais perdas. São conhecidos popularmente como Fundos de Ações e são chamados oficialmente de FITVM - Fundos de Investimento em Títulos e Valores Mobiliários. Os fundos de renda variável podem ser divididos em três grupos: fundos passivos, fundos ativos e setoriais. O FITVM pode aplicar seu patrimônio em: - ações de emissão de companhias com registro na CVM; valores mobiliários cuja distribuição tenha sido objeto de registro na CVM; - certificados ou recibos de depósitos de valores mobiliários, regulados pelo CMN ou pela CVM; títulos públicos de emissão do Tesouro Nacional ou do BC; títulos de renda fixa de emissão de instituições financeiras; cotas de FIF, cotas de FAC e cotas de FIEX; operações com derivativos, envolvendo contratos referenciados em títulos e valores mobiliários, realizadas em pregão ou em sistema eletrônico que atenda as mesmas condições dos sistemas competitivos administrados por bolsas;operações de empréstimos de ações, na forma regulada pela CVM e - operações compromissadas de acordo com a regulamentação do CMN, limitadas a 5% do PL do fundo. Os fundos passivos têm como objetivo seguir um indexador como o Ibovespa ou qualquer outro. Na prática, um fundo passivo de Ibovespa vai compor sua carteira com base na carteira do Ibovespa e aguardar os resultados. Já os fundos ativos buscam superar a rentabilidade de seu indexador. Para isto é necessário ter uma estratégia agressiva na composição da carteira, usando em alguns casos operações no mercado futuro. Os fundos setoriais por sua vez possuem como estratégia investir em ações de determinado setor como telecomunicações, energia, bancos e tecnologia. [voltar ao topo]


11- TRIBUTAÇÃO IR ?

Imposto de renda 20% é a alíquota aplicada nos ganhos obtidos com fundos de renda fixa, já os ganhos com fundos de renda variável são tributados em 10%. Para a Receita Federal um fundo só pode ser tributado em 10% se possuir no mínimo 67% de seu patrimônio aplicado em títulos de renda variável como ações. IOF - Imposto sobre operações financeiras Apenas os fundos de renda fixa estão sujeitos à cobrança de IOF. Saques realizados com prazos inferiores a 30 dias terão incidência do IOF sobre os rendimentos auferidos. [voltar ao topo]

12- ANÁLISE DE DESEMPENHO

Transparência É obrigação dos administradores de recursos fornecerem todo o tipo de informação relevante para o cotista sobre a política de investimento do fundos, os riscos envolvidos e os principais direitos e responsabilidades dos investidores e dos gestores. O prospecto e o regulamento do Fundo são os instrumentos básicos de informação no momento inicial do investimento. Porém, durante o período de permanência do investidor no fundo ele deve ser informado sobre todas as mudanças importantes, seja na equipe de gestores ou no estatuto do fundo. A utilização do correio eletrônico (e-mail) como meio de comunicação entre o administrador de fundos e os cotistas é uma das principais ino!
vações nas regras dos fundos. Benchmark Benchmark é um indicador que dá a referência de performance que cada fundo busca acompanhar. Os fundos de Renda Fixa costumam ter como ponto de referência o CDI ( Certificado de Depósito Interbancário ). A meta é sempre obter resultados iguais ou superiores à taxa do CDI, como mostra o exemplo a seguir: O Fundo XYZ obteve em 1998 rentabilidade igual a 36,16%, enquanto o CDI rendeu 28,61% . Portanto se o objetivo do fundo era render 110% do CDI, ele superou seus objetivos e rendeu na verdade 126% em relação a taxa do CDI. Já em 1999, por exemplo o Fundo XYZ rendeu apenas 22,56% enquanto o CDI teve retorno de 25,26% . O Fundo não atingiu seu objetivo pois rendeu na verdade apenas 89% comparada à taxa do CDI. Já os fundos de Renda Variável possuem como principal benchmark o Índice Bovespa. Os fundos de ações buscam alcançar rentabilidade anual igual ou maior que o IBOVESPA, dependendo do perfil e composição do fundo. Volatilidade A volatili!
dade vem a ser a dispersão positiva ou negativa em relação à média das rentabilidades diárias. Mais especificamente seria a média dos desvios padrões . Um investimento com alta volatilidade deve ser considerado como de maior risco. Já os investimentos com baixa volatilidade possuem uma performance mais estável e, portanto, com um comportamento mais previsível, sua performance não surpreende o investidor. Risco e retorno Retorno e risco são duas variáveis que andam juntas no mundo dos investimentos. Quanto maior a possibilidade de retorno maiores os riscos envolvidos. Por exemplo, fundos que investem mais do que seu patrimônio no mercado futuro e que podem ter alta rentabilidade em certos períodos, trazem consigo um alto risco e a possibilidade de rendimentos negativos durante algum período. Já os fundos mais conservadores procuram garantir mais segurança aos seus investidores e portanto rentabilidades menores. Análise de Risco Antes de investir em um fundo é importante avaliar!
os riscos envolvidos na aplicação. Conhecer o tipo de investimento, a volatilidade das cotas e os índices de risco do fundo é fundamental para a escolha consciente do investidor. Outros aspectos que devem ser analisados pelo investidor são: a instituição que faz a gestão e a administração do fundo, o agente custodiante (instituição que faz a custódia dos títulos do fundo) bem como a empresa que faz auditoria dos fundos. Alavancagem Um conceito importante a ser explorado é o de Alavancagem. A alavancagem ocorre quando o gestor assume obrigações maiores do que o patrimônio do fundo caso as operações previstas dêem errado. O regulamento de cada fundo preceitua quanto é o limite de alavancagem de cada fundo. Por isso, é importante sempre ler no regulamento quanto é este limite para se conhecer o campo de atuação do gestor. Há gestores que alavancam mais de três vezes o patrimônio do fundo. Para os fundos de renda variável há um limite estabelecido pela CVM (Comissão de Valores Mo!
biliários) de 100% de alavancagem sobre o patrimônio. Risco de Crédito É a avaliação da capacidade do emissor de cada papel em honrar a obrigação assumida no título. Por exemplo, se um CDB compuser a carteira do fundo, é fato relevante saber se o Banco emissor está pagando suas contas, adimplento no mercado, em suma a saúde financeira da instituição. Índice de Sharpe O índice de Sharpe, criado por William Sharpe, é um indicador que permite avaliar a relação entre o retorno e o risco dos fundos. Ele deve ser usado para comparar fundos de uma mesma categoria. O índice de Sharpe é definido pela seguinte equação: ( Retorno Fundo - Retorno Livre de Risco) IS = ---------------------------------------------- Desvio Padrão do Retorno do Fundo O Retorno do Fundo menos o Retorno Livre de risco é definido como prêmio que o investidor tem pelo risco que se dispôs a assumir. Quanto maior este prêmio, maior o Sharpe, quanto menor o desvio padrão, será maior o Sharpe. Histórico do Fundo e do!
Gestor Embora rentabilidade passada não seja garantia de rentabilidade futura, a evolução do valor das cotas do fundo é um bom parâmetro para se tomar como base na escolha de um fundo de investimento. Porém, é importante saber se a política de gestão praticada, o gestor e o procedimentos de análises atuais são os mesmos que garantiram aquela rentabilidade passada. [voltar ao topo]

13- OUTROS FUNDOS

1. Fundo Capital Garantido Tem como meta proteger o capital principal investido. Investe uma pequena parcela do patrimônio em renda variável, buscando uma rentabilidade maior do que a dos demais fundos de renda fixa, porém, sem colocar em risco o valor principal. Se o mercado de renda variável alcançar bom desempenho este fundo renderá mais do que os fundos que só investem em renda fixa. Caso o mercado de renda variável não apresente bons resultados, o investidor não perde seu capital como aconteceria se ele tivesse aplicado num fundo de ações, ele terá garantido o capital inicial investido. Por exempl!
o: Um fundo investe 98% de seu patrimônio em títulos de renda fixa prefixado, com este rendimento ele garante uma rentabilidade que cobrirá os 2% restante do patrimônio do fundo. Os outros 2% o administrador investe em títulos de renda variável ou no mercado futuro, buscando maior rentabilidade. Caso, haja perda total nos investimentos de renda variável ele tem garantido os 100% do patrimônio do fundo. Na pior das hipóteses este fundo não perde. 2. Fundos Off Shore São carteiras que aplicam recursos disponíveis no exterior em ativos brasileiros e que têm a sua sede formalmente localizada no exterior. 3. Fundos Private Equity São fundos fechados que compram participações minoritárias em empresas privadas. Esses fundos não podem investir em empresas de capital fechado. Por esta razão esta razão as empresas interessadas em receber esses investimentos devem abrir o capital ou fazer a chamadaabertura técnica\" (registro na CVM e emissão de ações que são compradas pelo fundos). Os objetivos dos fundos private equity são capitalizar a empresa, definir uma estratégia de crescimento, valorizar as ações e vender com lucro esta participação. O horizonte da aplicação varia de três a oito anos. Fontes de consulta: Mercado Financeiro, Produtos e Serviços - Eduardo Fortuna Banco Central do Brasil Comissão de Valores Mobiliários. [voltar ao topo]

 

Atualize-se! Receba nossos artigos gratuitamente por e-mail.
Clique aqui
Reinaldo Cafeo

BENEFÍCIOS PREVIDENCIÁRIOS: MENOS POLÍTICA E MAIS TÉCNICA
Leia mais >>
 
   
Rubens Marchioni

  BOA VONTADE
Leia mais >>
 
 
Ernani R. Paiva Jr.

  PROFISSIONAIS DE VERDADE? DUVIDO!
Leia mais >>
 

 
 

  
Artigos - Dicionário Econômico - Cálculos
Guru Econômico | Tire sua Dúvida | Perguntas mais frequentes | Indique o site
Bolsa e Ações - Entenda a Bolsa - Indicadores - Livros Fale Conosco |  Em destaque | Expediente