Tema:
FUNDOS DE INVESTIMENTO
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01.
O QUE É UM FUNDO DE INVESTIMENTO?
É uma forma
de investimento que reune vários aplicadores, formando uma espécie
de condomínio, no qual as receitas e as despesas são divididas.
O patrimônio é gerido por especialistas - os administradores
- e aplicado em títulos diversos ou em outros fundos, buscando
maximizar os retornos e diminuir os riscos dos investimentos. O dinheiro
depositado nos fundos é convertido em cotas. Os cotistas - pessoas
que integram o fundo - são proprietários de partes da
carteira, proporcionais ao capital investido. A cota é atualizada
diariamente e o cálculo do saldo é feito multiplicando
o número de cotas adquiridas pelo valor da cota daquele dia.
O dinheiro aplicado nos fundos é utilizado para a compra de títulos
diversos como por exemplo ações, títulos públicos,
CDBs, etc. conforme a política de cada fundo.
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02. POR QUE INVESTIR EM FUNDOS?
Uma das principais
razões de se investir em fundos é a comodidade para o
investidor, que prefere deixar sob os cuidados de especialistas a gestão
de seus recursos. As equipes de gestores acompanham e analisam o mercado
diariamente em busca de boas oportunidades de investimento, o que muitas
vezes o investidor não tem tempo nem condições
de fazer. Em virtude do volume de dinheiro que capta, o fundo consegue
taxas mais vantajosas em várias operações do que
um pequeno e médio investidor individualmente conseguiria. Os
fundos são investimentos com alta liquidez, o que permite na
grande maioria dos casos saques a qualquer momento sem qualquer tipo
de carência.[voltar ao topo]
03. OS FATORES QUE DETERMINAM A RENTABILIDADE
?
A rentabilidade
de cada fundo é determinada pela estratégia de investimento
adotada pelo administrador que deve respeitar as características
definidas no seu estatuto. Existem fundos conservadores e fundos mais
agressivos com graus de risco definidos de acordo com seu objetivo.
Se um fundo conseguir rentabilidade de 3% em um mês, todos os
cotistas terão a mesma valorização, independentemente
do valor aplicado. As taxas e impostos têm grande importância
na rentabilidade do fundo, portanto, vale a pena ficar atento às
taxas cobradas, que variam de acordo com o fundo e com a instituição.[voltar
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04. QUEM ADMINISTRA OS FUNDOS?
Os administradores
de fundos são as instituições financeiras responsáveis
legais perante os órgãos normativos e reguladores (Comissão
de Valores Mobiliários - CVM e Banco Central) além de
determinar a política e o regulamento de cada fundo. Existe também
a figura do gestor de fundos que é responsável pela escolha
dos papéis, avaliação dos cenários e montagem
das carteiras. No Brasil, existem administradores que realizam a gestão
de seus fundos e que também terceirizam esta gestão para
asset managers independentes. Profissionais especializados acompanham
o mercado e procuram definir os melhores momentos de compra e venda
e quais ativos comporão a carteira do fundo. Cada fundo de investimento
constitui-se como uma pessoa jurídica própria, não
se confundindo com a instituição gestora. O que significa
que o dinheiro aplicado num fundo está resguardado de qualquer
eventual problema financeiro que a administradora ou a gestora venha
a ter. [voltar
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05. AS TAXAS COBRADAS?
Taxa de administração.
A taxa de administração é a porcentagem cobrada
sobre o valor total da aplicação de cada cotista do fundo
independentemente do resultado do mesmo. Será recolhida diariamente
uma parcela pelo administrador, que varia de fundo para fundo. É
a remuneração da instituição administradora
pelo serviço de gestão e custódia dos recursos.
O regulamento do fundo deve prever quanto será o percentual cobrado
relativo à taxa de administração. Taxa de Performance
Muitos fundos cobram uma taxa extra, além da taxa de administração,
sobre o que exceder o seu benchmark (seu parâmetro de comparação).
O benchmark muda de acordo com o tipo de fundo. Os Fundos de renda fixa
normalmente adotam o CDI ou o IGP-M como comparativo, os fundos cambiais
usam como benchmark o dólar e os fundos de renda
variável costumam adotar o IBOVESPA. Sobre a rentabilidade obtida
acima destes índices, é aplicada uma taxa de performance,
que pode variar de um fundo para outro. Por exemplo: Um fundo de renda
fixa que possui como meta o CDI, cobra uma taxa de 20% sobre a rentabilidade
que exceder o rendimento do CDI. Portanto, se o fundo render 30% no
ano, e o CDI render 20%, sobre a diferença, no caso 10% será
cobrada a taxa de performance. O que no caso, será 2% fazendo
com que o rendimento do fundo de 30% passe para 28% no ano, descontada
a taxa de performance. [voltar
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06.
APLICAÇÕES E RESGATES
Cada fundo define
o valor mínimo para a aplicação inicial e para
os movimentos adicionais. Os valores exigidos pelas administradoras
de recursos de terceiros variam conforme sua política de investimento,
composição da carteira e público-alvo. Há
fundos bem populares, que aceitam aplicações iniciais
a partir de R$ 100,00. Os prazos para movimentação dos
fundos devem ser divulgados, uma vez que diferem de acordo com o fundo
e com a instituição. Para aplicação, o padrão
é considerar as cotas de D+0 ou D+1. Se for solicitada uma aplicação
até o horário permitido do dia que varia das 9.00 às
16.00 horas, a cota que valerá será a daquele dia (D+0)
ou a do dia útil seguinte (D+1). É importante notar que
a data do pedido de resgate (que costuma ser D+1) não necessariamente
é igual à data em que o dinheiro estará disponível
na conta corrente (que pode ser D+0, D+1 ou D+3).[voltar
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07.
ÓRGÃOS REGULADORES ?
O órgão
regulador a que o fundo vai se submeter varia conforme a composição
e política de investimento da carteira. O Conselho Monetário
Nacional (CMN), entidade superior do sistema financeiro, autoriza a
criação e o funcionamento dos fundos e delega à
Comissão de Valores Mobiliários (CVM) ou ao Banco Central
(Bacen) a responsabilidade pelo controle e acompanhamento da gestão.
O Banco Central (Bacen) é o órgão executivo do
sistema financeiro. A entidade é responsável pela regulação
e fiscalização dos fundos de investimento de renda fixa.
A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) é o órgão
normativo do sistema financeiro voltado basicamente para a fiscalização
do mercado de ações e de debêntures. A CVM está
para os fundos de renda variável assim como o Bacen está
para os de renda fixa. As carteiras reguladas e fiscalizadas pela CVM
devem ter, no mínimo, 51% dos recursos aplicados em ações
de companhias abertas registradas na própria entidade. Além
disso, podem ser constituídas sob a forma de condomínio
aberto ou fechado, com prazo de duração determinado ou
indeterminado. [voltar ao topo]
08.
AS CATEGORIAS DOS FUNDOS?
Os fundos de investimento
podem ser classificados em duas grandes categorias: renda fixa e renda
variável. Renda Fixa Os fundos de renda fixa devem aplicar no
mínimo 51% de seu patrimônio em títulos de renda
fixa que pagam juros pré ou pós-fixados. Estes fundos
dividem-se em: os FIFs e os FACs. Os FIFs - Fundos de Investimento Financeiro-investem
seu patrimônio diretamente em títulos diversos do mercado,
como títulos públicos federais, CDBs e debêntures,
entre outros. Todo o patrimônio líquido dos FIFs pode ser
alocado em títulos públicos federais. De acordo com o
Bacen, o investimento em ações e cotas de fundos de ações
não pode ultrapassar 49% do patrimônio líquido (PL).
O percentual da carteira em títulos emitidos por uma mesma pessoa
jurídica, sociedades por ela controladas ou coligadas deve ser
igual ou menor a 10% do patrimônio. Aplicações em
papéis de uma única instituição financeira
ou coligada não podem representar mais do que 20% dos recursos.
Já os FACs - Fundos de Aplicação em Cotas - aplicam
seu patrimônio em cotas de diferentes tipos de FIFs, em proporções
variáveis. Os FACs, portanto, são fundos de fundos, o
que significa que em vez de aplicar diretamente em ativos, preferem
aplicar em cotas de fundos diversos inclusive de outras instituições.
Os títulos de renda fixa mais comuns que compôem as carteiras
dos fundos são o Certificado de Depósito Bancário
(CDB) e os títulos públicos, como LTN e NBC, entre outros.
Os títulos com juros prefixados têm definido no momento
do investimento o percentual que será pago. Por exemplo: No caso
de um CDB de 60 dias prefixado, o investidor saberá no momento
da aplicação, que será pago 3% de juros nesse período.
Os títulos com juros pós-fixados têm sua valorização
atrelada a um indicador como, por exemplo, o DI (depósito interbancário).
Isso significa que o investidor não sabe, no momento da aplicação,
quanto serão os juros pagos ao final do período, pois
eles irão depender da performance do indicador. [voltar
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09.
OS GRUPOS DE FUNDOS DE RENDA FIXA ?
Existem diversos tipos de fundos de renda fixa uns mais conservadores
com baixo nível de risco e outros mais arrojados. Os fundos de
renda fixa mais arrojados mesclam em sua composição ativos
de renda fixa e de renda variável ou operações
com derivativos (mercado futuro). A Associação Nacional
dos Bancos de Investimento (ANBID) desenvolveu uma classificação
para os fundos procurando identificar mais claramente as diferentes
famílias de acordo o perfil de risco, potencial de retorno e
metas do investimento. A idéia é separar os fundos principalmente
de acordo com seu grau de risco e obrigar as instituições
administradoras a seguir mais de perto o objetivo de cada fundo, buscando
evitar que o investidor compre \"gato por lebre\". A classificação
adotada pela ANBID dividiu os fundos de renda fixa em 3 grandes grupos:
referenciados, não referenciados e genéricos. 1. Fundos
Referenciados Fundos referenciados são aqueles que adotam uma
administração passiva, ou seja, o fundo busca replicar
a performance de determinado indicador. Os fundos referenciados devem
ser compostos por no mínimo 95% de ativos de renda fixa que acompanham
o desempenho de um único indicador escolhido pelo administrador,
como o CDI ou o dólar. Pelo menos 80% da sua carteira deve ser
aplicada em títulos públicos federais ou ainda títulos
de empresas privadas, que apresentem baixo risco de crédito.
Estes fundos não podem possuir uma posição que
comprometa seu patrimônio em operações futuras,
evitando possibilidades de perdas. Fazem parte deste grupo: Fundos DI
Estão totalmente atrelados à variação do
Certificado de Depósito Interbancário (CDI) no prazo de
um dia. A indexação é feita por meio de derivativos
financeiros, como swap de taxas. São fundos que acompanham a
taxa de juros, sendo indicados para cenários cuja expectativa
é de alta da taxa de juros. Fundos Cambiais Buscam proteger a
moeda nacional contra eventuais desvalorizações. Aplicam
em títulos de renda fixa corrigidos pelo dólar, como NTN-
C (Notas do Tesouro Nacional Cambiais) e export notes. Instrumentos
de derivativos como swap de dólar também são permitidos.
Além de acompanhar a variação do dólar,
o capital é rentabilizado com uma taxa de juros. É indicado
para quem possui dívidas em dólar ou quem acredita na
desvalorização da nossa moeda. 2. Fundos Não Referenciados.
São fundos considerados conservadores e/ou moderados, e que não
precisam seguir nenhum referencial ou indicador. Neste tipo de fundo
é possível diversificar a carteira em títulos prefixados
e pós-fixados com diferentes indexadores. Estes fundos deverão
ser compostos com no mínimo 80% de títulos públicos
federais, ou títulos de empresas privadas que apresentem baixo
risco. Fazem parte desta categoria: » Fundos de Renda Fixa Tradicionais
Aplicam em ativos de renda fixa prefixados e pós-fixados. Tais
carteiras não possuem uma estratégia de investimento claramente
definida, o que dificulta mensurar os riscos envolvidos na aplicação.
A rentabilidade varia de acordo com os humores do mercado e a estratégia
usada pelo administrador. 3. Fundos Genéricos São fundos
que podem apresentar risco moderado ou agressivo, uma vez que possuem
total liberdade na composição da carteira, podendo aplicar
até 49% de seu patrimônio em ações além
de aceitar operações de derivativos. Em virtude do risco
existente nestes fundos, informações como a política
de investimentos, taxas, classificação, etc, devem ser
destacadas para que o investidor entenda exatamente em que tipo de fundo
está aplicando. Fazem parte desta categoria: Fundos Derivativos
Aplicam em ativos de renda fixa pré ou pós-fixados e assume
posições em derivativos, incrementando a rentabilidade
por meio de contratos no mercado de futuros, opções e
operações no mercado a termo. Em função
das estratégias arrojadas, os valores das cotas podem sofrer
fortes impactos, acarretando, inclusive, perda do patrimônio.
Os fundos derivativos recebem a classificação "FIFs
Livres". Fundos Multiportfólio São aqueles que tem
sua carteira diversificada entre títulos e operações
de renda fixa e aplicações em renda variável, podendo
atuar também no mercado de derivativos. Fundo de Investimento
no Exterior - Fiex. Foi criado como alternativa de investimento em moeda
estrangeira. Deve investir no mínimo 80% da carteira em títulos
da dívida externa brasileira, também conhecidos como bradies
e até 20% em qualquer título de crédito negociado
no mercado internacional, com o limite de concentração
máximo de 10% em títulos de um mesmo emitente. Os títulos
são mantidos em custódia no exterior em nome do fundo
e pode alternativamente, ter no máximo, 10% do seu patrimônio,
isolada ou cumulativamente, em conta de depósito no exterior
ou no país, em nome do fundo e aindarealizar operações
em mercado organizados de derivativos no exterior, exclusivamente para
fins de hedge. É um fundo aberto formado por cotas sem carência
para resgate, caracterizado como de renda fixa, embora com volatilidade
de renda variável. [voltar
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10.OS
GRUPOS DE FUNDOS DE RENDA VARIÁVEL ?
Os fundos de renda
variável devem ter no mínimo 51% de sua carteira aplicada
em títulos de renda variável como ações,
além de também poderem operar no mercado futuro. Estes
fundos portanto, estão sujeitos a fortes oscilações
em sua rentabilidade, possuem alto risco, possibilidade de altos retornos
e também de eventuais perdas. São conhecidos popularmente
como Fundos de Ações e são chamados oficialmente
de FITVM - Fundos de Investimento em Títulos e Valores Mobiliários.
Os fundos de renda variável podem ser divididos em três
grupos: fundos passivos, fundos ativos e setoriais. O FITVM pode aplicar
seu patrimônio em: - ações de emissão de
companhias com registro na CVM; valores mobiliários cuja distribuição
tenha sido objeto de registro na CVM; - certificados ou recibos de depósitos
de valores mobiliários, regulados pelo CMN ou pela CVM; títulos
públicos de emissão do Tesouro Nacional ou do BC; títulos
de renda fixa de emissão de instituições financeiras;
cotas de FIF, cotas de FAC e cotas de FIEX; operações
com derivativos, envolvendo contratos referenciados em títulos
e valores mobiliários, realizadas em pregão ou em sistema
eletrônico que atenda as mesmas condições dos sistemas
competitivos administrados por bolsas;operações de empréstimos
de ações, na forma regulada pela CVM e - operações
compromissadas de acordo com a regulamentação do CMN,
limitadas a 5% do PL do fundo. Os fundos passivos têm como objetivo
seguir um indexador como o Ibovespa ou qualquer outro. Na prática,
um fundo passivo de Ibovespa vai compor sua carteira com base na carteira
do Ibovespa e aguardar os resultados. Já os fundos ativos buscam
superar a rentabilidade de seu indexador. Para isto é necessário
ter uma estratégia agressiva na composição da carteira,
usando em alguns casos operações no mercado futuro. Os
fundos setoriais por sua vez possuem como estratégia investir
em ações de determinado setor como telecomunicações,
energia, bancos e tecnologia. [voltar
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11- TRIBUTAÇÃO IR ?
Imposto de renda
20% é a alíquota aplicada nos ganhos obtidos com fundos
de renda fixa, já os ganhos com fundos de renda variável
são tributados em 10%. Para a Receita Federal um fundo só
pode ser tributado em 10% se possuir no mínimo 67% de seu patrimônio
aplicado em títulos de renda variável como ações.
IOF - Imposto sobre operações financeiras Apenas os fundos
de renda fixa estão sujeitos à cobrança de IOF.
Saques realizados com prazos inferiores a 30 dias terão incidência
do IOF sobre os rendimentos auferidos. [voltar
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12-
ANÁLISE DE DESEMPENHO
Transparência
É obrigação dos administradores de recursos fornecerem
todo o tipo de informação relevante para o cotista sobre
a política de investimento do fundos, os riscos envolvidos e
os principais direitos e responsabilidades dos investidores e dos gestores.
O prospecto e o regulamento do Fundo são os instrumentos básicos
de informação no momento inicial do investimento. Porém,
durante o período de permanência do investidor no fundo
ele deve ser informado sobre todas as mudanças importantes, seja
na equipe de gestores ou no estatuto do fundo. A utilização
do correio eletrônico (e-mail) como meio de comunicação
entre o administrador de fundos e os cotistas é uma das principais
ino!
vações nas regras dos fundos. Benchmark Benchmark é
um indicador que dá a referência de performance que cada
fundo busca acompanhar. Os fundos de Renda Fixa costumam ter como ponto
de referência o CDI ( Certificado de Depósito Interbancário
). A meta é sempre obter resultados iguais ou superiores à
taxa do CDI, como mostra o exemplo a seguir: O Fundo XYZ obteve em 1998
rentabilidade igual a 36,16%, enquanto o CDI rendeu 28,61% . Portanto
se o objetivo do fundo era render 110% do CDI, ele superou seus objetivos
e rendeu na verdade 126% em relação a taxa do CDI. Já
em 1999, por exemplo o Fundo XYZ rendeu apenas 22,56% enquanto o CDI
teve retorno de 25,26% . O Fundo não atingiu seu objetivo pois
rendeu na verdade apenas 89% comparada à taxa do CDI. Já
os fundos de Renda Variável possuem como principal benchmark
o Índice Bovespa. Os fundos de ações buscam alcançar
rentabilidade anual igual ou maior que o IBOVESPA, dependendo do perfil
e composição do fundo. Volatilidade A volatili!
dade vem a ser a dispersão positiva ou negativa em relação
à média das rentabilidades diárias. Mais especificamente
seria a média dos desvios padrões . Um investimento com
alta volatilidade deve ser considerado como de maior risco. Já
os investimentos com baixa volatilidade possuem uma performance mais
estável e, portanto, com um comportamento mais previsível,
sua performance não surpreende o investidor. Risco e retorno
Retorno e risco são duas variáveis que andam juntas no
mundo dos investimentos. Quanto maior a possibilidade de retorno maiores
os riscos envolvidos. Por exemplo, fundos que investem mais do que seu
patrimônio no mercado futuro e que podem ter alta rentabilidade
em certos períodos, trazem consigo um alto risco e a possibilidade
de rendimentos negativos durante algum período. Já os
fundos mais conservadores procuram garantir mais segurança aos
seus investidores e portanto rentabilidades menores. Análise
de Risco Antes de investir em um fundo é importante avaliar!
os riscos envolvidos na aplicação. Conhecer o tipo de
investimento, a volatilidade das cotas e os índices de risco
do fundo é fundamental para a escolha consciente do investidor.
Outros aspectos que devem ser analisados pelo investidor são:
a instituição que faz a gestão e a administração
do fundo, o agente custodiante (instituição que faz a
custódia dos títulos do fundo) bem como a empresa que
faz auditoria dos fundos. Alavancagem Um conceito importante a ser explorado
é o de Alavancagem. A alavancagem ocorre quando o gestor assume
obrigações maiores do que o patrimônio do fundo
caso as operações previstas dêem errado. O regulamento
de cada fundo preceitua quanto é o limite de alavancagem de cada
fundo. Por isso, é importante sempre ler no regulamento quanto
é este limite para se conhecer o campo de atuação
do gestor. Há gestores que alavancam mais de três vezes
o patrimônio do fundo. Para os fundos de renda variável
há um limite estabelecido pela CVM (Comissão de Valores
Mo!
biliários) de 100% de alavancagem sobre o patrimônio. Risco
de Crédito É a avaliação da capacidade do
emissor de cada papel em honrar a obrigação assumida no
título. Por exemplo, se um CDB compuser a carteira do fundo,
é fato relevante saber se o Banco emissor está pagando
suas contas, adimplento no mercado, em suma a saúde financeira
da instituição. Índice de Sharpe O índice
de Sharpe, criado por William Sharpe, é um indicador que permite
avaliar a relação entre o retorno e o risco dos fundos.
Ele deve ser usado para comparar fundos de uma mesma categoria. O índice
de Sharpe é definido pela seguinte equação: ( Retorno
Fundo - Retorno Livre de Risco) IS = ----------------------------------------------
Desvio Padrão do Retorno do Fundo O Retorno do Fundo menos o
Retorno Livre de risco é definido como prêmio que o investidor
tem pelo risco que se dispôs a assumir. Quanto maior este prêmio,
maior o Sharpe, quanto menor o desvio padrão, será maior
o Sharpe. Histórico do Fundo e do!
Gestor Embora rentabilidade passada não seja garantia de rentabilidade
futura, a evolução do valor das cotas do fundo é
um bom parâmetro para se tomar como base na escolha de um fundo
de investimento. Porém, é importante saber se a política
de gestão praticada, o gestor e o procedimentos de análises
atuais são os mesmos que garantiram aquela rentabilidade passada.
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13- OUTROS FUNDOS
1. Fundo Capital
Garantido Tem como meta proteger o capital principal investido. Investe
uma pequena parcela do patrimônio em renda variável, buscando
uma rentabilidade maior do que a dos demais fundos de renda fixa, porém,
sem colocar em risco o valor principal. Se o mercado de renda variável
alcançar bom desempenho este fundo renderá mais do que
os fundos que só investem em renda fixa. Caso o mercado de renda
variável não apresente bons resultados, o investidor não
perde seu capital como aconteceria se ele tivesse aplicado num fundo
de ações, ele terá garantido o capital inicial
investido. Por exempl!
o: Um fundo investe 98% de seu patrimônio em títulos de
renda fixa prefixado, com este rendimento ele garante uma rentabilidade
que cobrirá os 2% restante do patrimônio do fundo. Os outros
2% o administrador investe em títulos de renda variável
ou no mercado futuro, buscando maior rentabilidade. Caso, haja perda
total nos investimentos de renda variável ele tem garantido os
100% do patrimônio do fundo. Na pior das hipóteses este
fundo não perde. 2. Fundos Off Shore São carteiras que
aplicam recursos disponíveis no exterior em ativos brasileiros
e que têm a sua sede formalmente localizada no exterior. 3. Fundos
Private Equity São fundos fechados que compram participações
minoritárias em empresas privadas. Esses fundos não podem
investir em empresas de capital fechado. Por esta razão esta
razão as empresas interessadas em receber esses investimentos
devem abrir o capital ou fazer a chamadaabertura técnica\"
(registro na CVM e emissão de ações que são
compradas pelo fundos). Os objetivos dos fundos private equity são
capitalizar a empresa, definir uma estratégia de crescimento,
valorizar as ações e vender com lucro esta participação.
O horizonte da aplicação varia de três a oito anos.
Fontes de consulta: Mercado Financeiro, Produtos e Serviços -
Eduardo Fortuna Banco Central do Brasil Comissão de Valores Mobiliários.
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